sábado, 5 de novembro de 2011

Porque me interessa a vossa religião

Se, num rasgo de genialidade bem intencionada, eu responder à pergunta porque é que a religião te interessa? com um simples porque me interessam as pessoas, não deduzam automaticamente que tenho confiança cega nelas, que isso, em termos mensuráveis, andará pela volta dos 90%. 
Mas porque surge em contexto tanta e tanta vez e ainda assim tanta sorte de gente deixa perplexa, com respostas diretas como a de cima ou auto-evidentes como porque é que a religião não haveria de me interessar? a ganharem significados nulos, importa deixar registado um conjunto de razões (organizado sem ter em conta nenhuma ordem ou hierarquia) alusivo à pertinência da religião nas tertúlias do quotidiano e na ocupação dos pensamentos. Para que não se torne maçudo, vou por cada parte apresentar uma razão e algumas considerações sobre ela, tentando não me repetir mas ser abrangente de modo a que o leitor se relacione.

Sou um ser humano. Terei, por fim, de usar insistentemente esta noção, pois por mais desnecessária que a uns possa parecer, acaba por ser o corolário pelo qual o interesse é gerado, sou um ser humano e por conseguinte assuntos humanos interessam-me. Usando um pouco da imaginação infantil que às vezes me caracteriza, posso explanar esta ideia de outro ponto de vista: se não fosse humano, se fosse, sei lá, um leão no meio da selva, por ventura não passaria muito tempo a pensar e mais a relaxar, visto serem as leoas, em "famílias" da espécie bem estabelecidas, as responsáveis pelas caçadas. Assim sendo, ocuparia mais a minha mente com a tão ténue representação (ou talvez associação) que o meu nome tinha nos clubes nacionais ou, que isto é próprio dos felinos, se a minha posição dominante não era usurpada no meu grupo.

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